Mês: setembro 2009

Livro

Saúde espiritual

MÉDICO

Todos querem ter saúde. O que adianta ter dinheiro, sem saúde? De que adiante casa, carro, móveis, aparelhos diversos, sem a tão necessária saúde para usufruir de tudo?

Vejo tantas pessoas que pedem sua saúde trabalhando, na expectativa de construir um futuro confortável; porém, provavelmente, quando chegam à aposentadoria gastarão tudo o que conquistaram para tentar recuperar a saúde perdida. De que adianta isso?

Pois bem, eu quero saúde, e você?

Quando tratamos de saúde, o primeiro campo a ser considerado é o da saúde espiritual. Cristo disse: “Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mateus 16.26). De que adianta tamanhas conquistas, se, ao final, vier a perdição? Para que servem os prazeres momentâneos, se não trouxerem benefícios duradouros? Perceba que tais prazeres podem perfeitamente ser substituídos por prazeres que tanto é lícito como convém.

Pois bem, precisamos de saúde. E, primeiramente saúde espiritual. Não sou médico para tratar de seu problema físico (apesar de poder dar bons conselhos quanto a isto), mas sou médico para tratar de seu problema espiritual. Como médico, tenho por instrutor o Senhor. Meu guia bibliográfico são as Escrituras. Minha experiência é o ministério pastoral, além de minha vida em particular. Assim, quero lhe receitar uma dieta que garantirá qualidade de vida em curto, médio e longos prazos.

1º Algumas doses de oração por dia. Comece com três, aumentando cuidadosamente, conforme perceber a necessidade aliada à vontade natural.

2º Uma boa dose de leitura bíblica por dia. Cuidado para não ler descuidadamente. Busque compreender e meditar no que ler durante o dia.

3º Várias doses de música de adoração ao Senhor durante o dia. Música que não fira os ouvidos, que não aumente lhe encaminhe para o estresse, que não perturbe seu vizinho. Mas, sempre que puder ouça música que o faça lembrar-se de Deus, exaltando sua Grandeza.

4º Por último, participe de todas as programações possíveis de sua igreja; pois, estas contribuirão para seu fortalecimento moral, espiritual, social, dentre outros.

Quando precisar, converse com seu pastor; pois, ele o auxiliará, orientando-o quanto a sua saúde. Fazendo assim, tenho certeza de que em pouco tempo terei boas notícias de sua parte quanto a sua saúde espiritual.

Saúde!

Dieta de amor (2)

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Dando continuidade ao texto anterior…

Temos dietas prejudiciais, como:

Dieta de oração.

Deixar de conversar com Deus. “Perseverai na oração, vigiando com ações de graças”. “Orai sem cessar” (Colossenses 4.2; 1 Tessalonicenses 5.17). O que acontece quando nos afastamos de alguém? Naturalmente esfriamos nossa amizade.

Dieta de ouvir Deus.

Deixar de ler as Escrituras. “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz, para os meus caminhos” (Salmo 119.105). O Espírito de Deus age em nós mediante o conteúdo da Palavra que Ele mesmo inspirou. Se há conteúdo há ação, se não há conteúdo não há ação. “Não apagueis o Espírito. Não desprezeis as profecias” (1 Tessalonicenses 5.19-20).

Dieta de amor.

Na busca de sucesso, ou mesmo de sair do sufoco, da angústia, muitos adotam todo e qualquer método, desesperados por um alívio. Daí livros, palestras, passeios, presentes, atendimento psicológico, atendimento medicinal, etc. Tudo, objetivando um mínimo de ordem, de paz.

Quando o Senhor em Sua Palavra nos ensina que o segredo do bem-estar, do bom relacionamento é Cristo; está dizendo que o segredo é viver como Cristo viveu e ensinou seja em casa, na igreja, na escola, no trabalho, na rua, em todo e qualquer lugar. E isto implica em conhecimento de Deus, em intimidade com Ele, e em amor. Amor a Deus que é demonstrado no amor aos outros.

Mãe, seu filho precisa não somente de seu carinho por ele, mas também de sua unidade com seu marido. Seu filho não suporta seu egoísmo, ou sua tentativa de ser a chefe, muito menos sua indiferença e não submissão ao pai. Seu filho detesta suas reclamações, sua cara de chata, de chorona. Seu filho precisa do exemplo de amor; de unidade; e de parceria.

Pai, seu filho precisa de você. Seu dinheiro e aquilo que este compra tem sua importância, mas ele precisa de você; e precisa é agora, é hoje, não daqui a algum tempo, quando talvez ele não deseje a sua companhia. Seu filho detesta o excesso de tempo em que você fica fora. Ele não suporta a tristeza em sua mãe causada por sua indiferença, por sua frieza. Seu filho precisa do exemplo de amor; de unidade; de parceria; de carinho e atenção.

Filho, seus pais precisam de seu afeto, de sua disposição em acertar, de seu retorno às suas tentativas de carinho, de diálogo. Eles estão meio que desatualizados, mas o coração deles está pronto para aprender a ajudá-lo. Seus pais não suportam mais sua ignorância, sua soberba, sua indiferença. Seus pais, assim como toda e qualquer pessoa, não agüentam falar e não ser ouvido, atendido. Foram eles que formaram você, e com todo cuidado providenciou o crescimento, a formação, o aconchego; e agora, quando você se acha gente, mesmo não sendo, quer dispensá-los? Seus pais precisam de uma resposta de amor; de unidade; de parceria; de carinho e submissão.

Quando aprenderemos que não há cartas nas mangas; não há mágica, e que as coisas ruins não acontecem somente com os outros, mas conosco também? (Gálatas 6.7-10) Se plantarmos a semente do amor, colheremos o fruto amor. Se plantarmos qualquer outra semente, negligenciando o Senhor e seus princípios, colheremos outros frutos.

Dieta de amor

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“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros.” (João 13.34)

Em todo o tempo de ministério, desde o período de preparo, de formação, até o estágio atual, tenho me preocupado dentre outras coisas a formar nas pessoas uma visão de Deus. Uma filosofia bíblica. O objetivo é claro: Fazer com que todos entendam e vivam aquilo que as Escrituras afirmam ser o propósito da Igreja de Cristo.

Para alguns é um tanto difícil entender e viver tal filosofia, devido sua própria formação, ou falta de formação. Para outros a dificuldade se dá pelas intenções contrárias as do evangelho de Cristo. Mas, no geral, as pessoas entendem, e abraçam a visão. E, em um período de aproximadamente quatro a seis anos se estabelece um ritmo comum na comunidade, na família.

Tenho percebido que para muitos, o que falta nas igrejas, nas pessoas que formam a igreja, nas famílias, não é mais visão ministerial, mas sim aquilo que é essencial como suporte e combustível para toda e qualquer estratégia, toda e qualquer filosofia ministerial – amor. Falta amor! Esta ausência, em muito tem sua fonte nos lares, nas famílias.

Muitos que fazem parte da igreja estão na mesma dieta de outros que não conhecem a Deus, a dieta de amor. Em busca de outros valores, ignoram aquele que é o mais importante, o primeiro, o amor.

O Senhor nos revela algumas dietas permissíveis:

Dieta alimentar.

Tanto para aquele que é comilão, para que não se torne glutão (Provérbios 23.2) quanto para aquele que busca o Senhor, tentando dominar seus próprios impulsos, com o jejum (Joel 2.12). Em ambos os casos, a dieta é por tempo limitado, e tem um fim positivo.

Dieta de agitação.

Há a necessidade de parar, buscando a simplicidade, o silêncio, a solitude e a renúncia, a fim de se ter intimidade com Deus (Salmo 62.1-2). Dieta também limitada pelo tempo, mas que pode e deve ser repetida.

Dieta de trabalho.

Esta é exigida por Deus em doses homeopáticas, porém contínuas. É o descanso do trabalho, o sábado do AT, o domingo da igreja, o Dia do Senhor. A ordem é parar tudo e se voltar a Ele (Salmo 118.24). Dieta essencial para o crescimento do homem e o bem estar da família.

Estas são algumas das diversas dietas permissíveis nas Escrituras, mas por outro lado, este mesmo Senhor, por meio de Sua Palavra, ensina que há dietas prejudiciais. Dietas que não deveriam existir na vida do homem. Dietas que não trazem bons resultados.

Sobre estas trataremos na continuação do texto…

Nome de que vive, mas está morto

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“Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives e estás morto” (Apocalipse 3.1b). Esta afirmação é feita por Cristo à igreja em Sardes.  Nome, posição, obras, tudo o que é esperado de uma igreja.  Porém, morta!

A ênfase nesses casos não está na ausência de atividades, ou mesmo, de responsabilidades.  Como a carta revela, a Igreja em Sardes tinha obras a apresentar; porém, não íntegras:  “não tenho achado íntegras as tuas obras” (v. 2b). Assim, a ênfase recai sobre a motivação; sobre a intenção do coração.

Igrejas a cada dia mais próximas do ativismo estrutural, e mais distantes do prazer da companhia de seu Senhor; e do cuidado para com os seus.  Pastores e líderes paulatinamente mais profissionais, e menos espirituais.  Crentes perdendo o primeiro amor (assunto da primeira carta, a Éfeso), e jazendo em seus sonhos e projetos de gigantismo pessoal.  Possuem obras!  Há crescimento numérico.  Há organização, variedade, e sensação de “dever” cumprido.  Mas não há paz!  Não há efervescente prazer no Senhor.  Não há vida, revelada na crescente amizade entre os irmãos; na aplicação contínua dos princípios divinos; e, na livre, e doce, manifestação de adoração.

Diante desta realidade há uma tremenda urgência de quebrantamento. “Sê vigilante e consolida o resto que estava para morrer. Lembra-te do que tens recebido e ouvido, guarda-o e arrepende-te” (vv. 2a, 3a). É Cristo convocando a um acordar para a realidade, e um conseqüente quebrantar.  E isto, por meio de dois passos fundamentais:  Primeiramente, arrependimento.  Reconhecer o erro.  Assumir falência no governo de sua própria vida.  E, em segundo lugar, um viver pelos princípios do Senhor.  Um lembrar-se do que tem recebido, e guardar, isto é, considerar.  Viver, como escreveu Tiago:  “Tornai-vos, pois, praticantes da palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos” (1.22). Seria um recomeço.  Um abandonar da morte em vida, e um assumir da vida em morte: morte do eu para um viver em Deus.

O nome, a posição assumida e guardada, as obras, tudo tem seu valor; mas, se no coração não houver vida, de nada valem.  Se o combustível para tudo não for a humildade no Senhor, o amor por ele, manifestado aos irmãos, e o prazer interminável em viver aquilo que ele doa; haverá morte.  Respiração, porém, sem esperança.

Somos exortados a assumir o nome de “Cristo”.  Assumir nossa posição nele.  Nossas obras serem “nosso culto a ele”.  Nada em nós, nada de nós, muito menos para nós.  Pois, não devemos morrer com nosso nome, nossa posição, e obras, que nada podem.  Mas sim viver em Cristo, por ele e para ele, sempre.

Qualidade se conquista

“Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele.” Provérbios 22.6

O princípio é o de investir. Para se ter um adulto firmemente equilibrado se faz necessário investir em sua educação desde quando criança. Não se espera um milagre diante da inércia ou da indiferença, revelada pela irresponsabilidade do pai, ou do educador.

O mesmo princípio é aplicado à igreja. Em sua carta a Igreja em Éfeso, o apóstolo Paulo escreveu: “E ele mesmo [Cristo] concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres [sintetizando: concedeu uns para líderes], com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo” (4.11-12). Deus capacita a igreja, levantando líderes para que estes aperfeiçoem a todos, a fim de que todos (e cada um) contribuam qualitativamente (aperfeiçoados) para a edificação da comunidade.

É preciso investir! Investir tempo, dinheiro, conteúdo, relacionamentos, para que o salvo em Cristo, pertencente a Sua igreja, seja útil. Não simplesmente para fazer algo, mas para fazer bem, muito bem.

Coração

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Alegre, disposto e gracioso,

Vivendo autenticamente.

Triste, indiferente e malicioso,

Jazendo sombriamente.

Benevolente sentimento

Que bombeia vida aos corpos;

Vicioso batimento

Que espalha vírus aos órgãos.

Coração bendito ou maldito,

Quem conhecerá o movediço?

O Criador com rigor

Esquadrinha o corruptor;

Assim como em amor

Aperfeiçoa seu senhor.

Pr. Wagner Amaral