Mês: novembro 2010

Congresso

Estarei em Manaus nos dias 03 a 05 de dezembro para falar aos jovens no I Congresso da COMBRESLE. O assunto será “o compromisso do jovem cristão”, que abordará as facetas de sua religiosidade.

Interesse

Eu tenho interesse por uma vida onde encontro carinho, apoio, companheirismo; por isso me casei e formei uma família.

Eu tenho interesse por uma vida repleta de alegria; por isso mantenho um relacionamento saudável e ativo com minha esposa e meus filhos.

Eu tenho interesse por uma vida dinâmica, onde a monotonia e a mediocridade não tenham oportunidades; por isso não me entrego ao desânimo, ao cansaço; mas, ao contrário, até me arrisco em aventuras que convém.

Eu tenho interesse por um futuro maravilhoso para meus filhos; por isso procuro inculcar a Palavra de Deus em seu coração, ensinando-lhes a andar com o Senhor.

Eu tenho interesse em ser respeitado; por isso respeito a todos, falando sempre a verdade, porém, com sabedoria e amor.

Eu tenho interesse em que minha vida continue, ainda mais maravilhosa, além deste mundo; por isso mantenho um relacionamento com Cristo, sendo grato por sua graça e misericórdia.

Enfim, eu tenho interesse em ser bem sucedido em todos os meus caminhos; por isso busco a direção de Deus para todas as minhas decisões, e quando errado, fico atento à sua exortação e disciplina.

Eu tenho interesse…, e você?

Desde pequeno aprendi que quando temos interesse por algo, buscamos aquilo com dedicação e persistência. Assim, se queremos tantas coisas boas para nossa vida e para a vida daqueles a quem amamos, devemos buscar naquele que tudo pode; sem questionar sua vontade, seus métodos, seu tempo. Foi fazendo exatamente isto que Paulo escreveu: “posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp. 4.13).

Quando temos interesse, demonstramos por meio de nossas atitudes e palavras.

 

Assentos reservados

Quando vejo no ônibus ou no metrô o aviso – assentos reservados, percebo o quanto estamos distante da realidade divina para os homens. Antes de servir como modelo de organização ou de evolução da raça humana, retrata a falta de educação de nossa sociedade. A existência de tais avisos realça a necessidade da lembrança, revelando que a sociedade se esqueceu dos bons modos.

Anos atrás seria comum, por simples educação, os homens, ou os jovens, cederem seus lugares às mulheres, aos idosos, às grávidas; e isto sem olhares tortos, sem resmungo, mas, ao contrário, com sincero e salutar impulso.

Pois bem, hoje, para vergonha de nossa sociedade, temos de ser lembrados do que deveríamos fazer por educação; até mesmo por prazer. E, piorando a questão, percebemos que nem com a lembrança a educação prevalece. São sonos repentinos que começam assim que alguém que merecia o lugar aparece. E sonos que inexplicavelmente desaparecem no momento exato da descida do indivíduo chato. Tanta organização para tão pouca educação!

Pois bem, quando olhamos para o viver da igreja de Cristo percebemos a mesma tendência perigosa. Não falo de assentos reservados, pois, pelo menos na igreja, isso ainda funciona. Falo de certas práticas que podem nos tirar do eixo divino. O cantar, o ler as Escrituras, o orar, tudo por pura organização, simplesmente por sermos avisados que é o momento. Sem falar nas rezas cumprimentais em meio aos cumprimentos, mais para evitar a crítica e a desconfiança; menos pelo amor, pelo prazer, pela sinceridade da comunhão, pelo desejo de se envolver com o próximo.

Podemos ainda anunciar nossa educação em ceder lugares aos outros, em desfrutar de uma organização estruturada; mas, temos de cuidar de nosso coração, para que não enferruje, reservando assentos em nossa alma para a indiferença, para a frieza, para o egoísmo que leva o indivíduo a enxergar somente suas necessidades; ignorando as de todos, ou, pelo menos, da maioria.

Que adiantaria uma igreja hiper-organizada; maestrinamente administrada; porém, secamente amável, friamente amigável e hipocritamente distinta? Minha oração é que eu, você; enfim, a igreja de Cristo transmita o amor de Deus e a educação de seus princípios a todos os que vivem nesta sociedade modernamente organizada, mas sentimental e espiritualmente vazia.

“Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13.35).